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Ponto Final

Por Jorge Matos em 20/01/2021 às 14:27:59
Foto: Divulgação

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Doou sim

Ao contrário do que afirmam postagens no Facebook, o governo venezuelano doou o carregamento de 107 mil m3 de oxigênio para Manaus. De acordo com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, o carregamento saiu da fábria de Sidor, uma siderúrgica estatal, em Puerto Ordaz. Arreaza confirmou que o envio era uma doação e enfatizou: "não queremos nada em troca".

Bolsonaro ironizou o carregamento, mas não o rejeitou, claro.


Os sem Boeing

Quando o vice-presidente Hamilton Mourão disse que a FAB não tinha mais Boeings que poderiam ajudar a levar suprimentos para Manaus, 'esqueceu' de dizer que a Aeronáutica não tem mais esses aviões por causa de duas decisões do governo de Jair Bolsonaro. A primeira foi o cancelamento em fevereiro de 2019 de uma licitação para a compra de uma aeronave usada Boeing-767-300ER por US$ 14,4 milhões - fora o suporte. A segunda foi outro cancelamento de licitação. Desta vez ele atingiu o leasing da mesma aeronave, que estava sendo alugada desde 2016. Esta segunda decisão aconteceu em 12 de agosto de 2020, quando a pandemia de covid-19 já havia matado 100 mil pessoas no Brasil.


Mick Jagger da política

Além de Donald Trump, que perdeu feio para Joe Biden, a série de aliados perdedores levou brasileiros a fazerem chacota nas redes sociais, chamando Bolsonaro de "Mick Jagger da política". Uma referência a fama de pé frio do rockeiro britânico na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quando ele compareceu a algumas partidas, sempre na torcida do país que acabava derrotado.

Hoje, o governo brasileiro tem relação distanciada com seu maior vizinho, a Argentina, depois que Bolsonaro apoiou publicamente a reeleição de Mauricio Macri, derrotado pelo atual presidente Alberto Fernández.

Também na América do Sul, o governo Bolsonaro apoiou tentativas frustradas de governos de direita na Bolívia (reconhecendo Jeanine Añez como presidente após a deposição militar de Evo Morales) e Venezuela (onde apoiou o autoproclamado presidente Juan Guaidó). O partido de Morales retomou o o governo boliviano (no voto) um ano depois, com a eleição de Luis Arce presidente em primeiro turno. Já na Venezuela, Guaidó não conseguiu obter o poder de fato, que segue nas mãos do presidente Nicolás Maduro.

A lista de aliados de Bolsonaro que têm perdido força nas urnas inclui ainda o italiano Matteo Salvini — líder do partido de extrema-direita Liga, que tenta ser primeiro-ministro da Itália desde 2019 — e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, que após sucessivos pleitos sem conseguir conquistar maioria do Parlamento teve que fazer um acordo repartindo o governo e se comprometendo a deixar o cargo em outubro de 2021.

Agora Bolsonaro joga todas as fichas nas eleições da Câmara e do Senado, onde apoia, respectivamente Arthur Lira e Rodrigo Pacheco.


Subserviência burra

O ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, usou o tweet para agradecer a Jair Bolsonaro e ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, por afastarem seus países dos Brics. Pompeo "tweetou": "Lembra do BRICS? Bem, graças a @jairbolsonaro e @Narendramodi o B e o I entendem que o C e o R são ameaças ao seu povo". Ficou mais que claro a interferência da Casa Branca nos negócios da 'brasilândia', o que resultou em não dispormos de vacinas para imunizar o povo brasileiro. Pompeo, para o bem do povo americano (e de resto do mundo) já se escafedeu. Agora só falta o idiota daqui...


Eterna Elis

Em 19 de janeiro de 1982, o Brasil perdia uma de suas vozes mais importantes. Ontem foi aniversário de morte de Elis Regina. Há 39 anos ela deixou a vida e encaminhou-se para os nossos corações.


Frase do Dia

"Não tem coerência nenhuma, dá para desconfiar até da sanidade mental. Não é possível você falar uma coisa e fazer outra. Falar que não ia comprar, agora comprou o lote inteiro porque é a única vacina que nós temos. É um show de incoerência, de falta de condições mínimas para gerenciar uma crise".

General Santos Cruz, sobre a atuação de Bolsonaro no combate à pandemia.


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Isael Barros