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Bolsonaro volta a ameaçar a democracia

Bolsonaro afirmou que "temos liberdade ainda", mas "tudo pode mudar" e fez referência a possível eleição de Fernando Haddad (PT).

Por Jorge Matos em 18/01/2021 às 22:57:50
Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Ao tempo em que amarga uma queda considerável na avaliação do governo, com a rejeição batendo recorde, conforme pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta segunda-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a ameaçar a democracia. Bolsonaro afirmou que as Forças Armadas são as responsáveis por decidir se há democracia ou ditadura em um País. O chefe do Executivo sugeriu ainda que as Forças Armadas foram "sucateadas" como parte de um objetivo de implementar o regime socialista no Brasil.

No período da manhã, em meio às pressões sobre a atuação do governo durante a pandemia da covid-19, Bolsonaro recorreu a um discurso mais ideológico. Para os apoiadores, ele também voltou a dizer que seu governo está há dois anos sem corrupção e reiterou críticas ao governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

"O pessoal parece que não enxerga o que o povo passa, pra onde querem levar o Brasil, para o socialismo. Por que sucatearam as forças armadas ao longo de 20 anos? Porque nós, militares, somos o último obstáculo para o socialismo", afirmou para apoiadores na saída do Palácio da Alvorada no período da manhã.

"Quem decide se o povo vai viver em uma democracia ou ditadura são as suas Forças Armadas. Não tem ditadura onde as Forças Armadas não a apoiam", declarou o presidente do Brasil.

Ameaça

Numa ameaça velada, Bolsonaro afirmou que "temos liberdade ainda", mas "tudo pode mudar" e fez referência a possível eleição de Fernando Haddad (PT), seu adversário no segundo turno nas eleições de 2018.

"No Brasil, temos liberdade ainda. Se nós não reconhecermos o valor destes homens e mulheres que estão lá, tudo pode mudar. Imagine o Haddad no meu lugar. Como estariam as Forças Armadas com o Haddad em meu lugar?", questionou Bolsonaro.

Nas redes sociais, Haddad respondeu que as forças armadas "estariam prestigiadas, no seu devido lugar", fazendo alusão à grande quantidade de militares em cargos públicos.

"É sempre assim: quando não sabe mais quem atacar, Bolsonaro agride a Democracia", afirmou em suas redes sociais o senador Humberto Costa (PT-PE). Para o líder do PT na Câmara dos Deputados, Enio Verri (PR), as FFAA estariam em melhor situação, "ao contrário de agora, que são humilhadas e envergonhadas por um tenente desorientado e perverso".

Fonte: Portal Terra

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Isael Barros