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Primeira mão: PM agride eleitora durante votação no Colégio Dois de Julho, veja vídeo

Caso aconteceu durante ação truculenta da PM para conter um homem que, de acordo com testemunhas, fazia boca de urna e vaiou o candidato Teobaldo.

Por Elaine Araújo em 16/11/2020 às 08:21:14
Arquivo Pessoal/Lu Reis

Arquivo Pessoal/Lu Reis

Na tarde deste domingo (15), eleitores registraram uma ação truculenta da Polícia Militar ao tentar imobilizar um homem, que de acordo com as testemunhas, fazia boca de urna no Colégio Dois de Julho, em Lauro de Freitas. Revoltados com a intervenção da PM, eleitores filmaram o ocorrido. A estudante de direito Lu Reis, de 24 anos, estava presente no local e enquanto realizava o registro dos acontecimentos em seu celular, também acabou sendo agredida por um dos policiais.

"Ocorreu que os policiais tentavam prender um rapaz, mas eles estavam usando força bruta, foi quando eu cheguei com meu namorado e alguns familiares para votar, vi e comecei a filmar", contou ao Lauro Hoje em primeira mão. (Veja vídeo no final da matéria)

Ela conta que por extinto de defesa tocou no policial que em seguida lhe deu um chute. "Eu toquei nele devido ao instinto de defesa mesmo. Até por que eu estava ali sem fazer nada de mais", explicou.

"Então ele me chutou, neste momento eu segurei o pé dele para não me machucar e foi aí que ele me deu um soco no olho direito. Eu cai no chão ele saiu, e a população me socorreu", lamentou a estudante.

"Muita gente estava lá e viu o que aconteceu, nas fotos não da para ver, mas eu olho esta super inchado e roxo". - Lu Reia | Arquivo Pessoal.

Ela relatou ainda que após este momento não se recorda muito bem o que aconteceu devido a queda e ao soco que recebeu. "Minha coxa está machucada por conta da queda que tomei depois do soco".


Registro de Ocorrência

"Fui até a base comunitária, fiz o relato de tudo, conforme orientação do capitão Hugo [que a atendeu] e hoje entraram em contato comigo".

A pedido do capitão, Lu Reis enviou as imagens através do WhatssApp à Base Comunitária de Itinga, bairro que mora em Lauro de Freitas. O capitão, ao receber as imagens, disse lamentar o ocorrido.

Ela conta que não vai desistir de conseguir a justiça.

Print enviado por Lu Reis ao Lauro Hoje

"Vou correr atrás o máximo que poder. Sou mulher, negra, estudo trabalho, eles não tem direito e de fazer isso. Sei que é complicado, mas não quero ser só mais uma que apanhou e ficou calada", garantiu.

O sentimento

Lu contou a equipe do Lauro Hoje que chorou muito após a ação e que até o momento não consegue falar do caso sem chorar. "É muito difícil pra uma mulher se olhar no espelho e ver isso, sabendo que foi um policial, que ao invés de fazer o papel de me proteger, me agrediu. Ta sendo muito dolorido", desabafou Lu.


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Isael Barros