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'O fazendeiro vai perder a fazenda por causa disso?', questiona Bolsonaro sobre trabalho análogo à escravidão

O presidente voltou a criticar estudo feito pelo Conselho Nacional da Amazônia Legal; não é a primeira vez que fala sobre flexibilizar normas de trabalho escravo

Por Rodrigo Pimentel em 13/11/2020 às 12:45:54

Na noite de quinta-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante live em rede social, voltou a chamar de mentirosa a possibilidade de criar mecanismos para expropriação de terras de donos que cometerem crimes ambientais e chegou a minimizar trabalhos análogos à escravidão ao defender o veto à expropriação.


Veja também: Bolsonaro critica proposta de expropriação de terras da Amazônia como pena por crimes ambientais

"Poxa, sou a favor do trabalho escravo? Calma pô, ninguém é a favor do trabalho escravo. Mas já existia naquela época e existe hoje que o trabalho análogo à escravidão também pode ser tipificado como escravo. O que é trabalho análogo à escravidão? Eu sei pouco sobre isso. Por exemplo: se você tiver um alojamento mal ventilado, roupa de cama suja, um afastamento não regulamentar entre uma cama e outra, isso é um trabalho análogo à escravidão. O fazendeiro vai perder a fazenda por causa disso?", questionou ele.

Essa não foi a primeira vez que o presidente falou sobre o assunto. Em julho deste ano, Bolsonaro havia defendido a flexibilização de normas do trabalho escravo ao declarar que as diretrizes "têm que ser adaptadas à evolução".

Confira trecho da live postado pelo UOL:


Os comentários do presidente se referiam a um documento do Conselho Nacional da Amazônia Legal, publicado pelo jornal "Estado de S. Paulo" na quarta (11), que contava com um estudo que propunha a expropriação "de todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do crime de grilagem ou de exploração de terra pública sem autorização".

O documento gerou atrito entre o presidente da República e o vice-presidente Hamilton Mourão, presidente do Conselho, levando Bolsonaro a chamar, em suas redes sociais, a proposta de "delírio", ressaltando que a propriedade privada é sagrada e que o Brasil não é um país "socialista/comunista".

Ontem (12), ainda sobre o assunto, Bolsonaro disse que a proposta foi "abolida" e que "não existe isso aqui".

Fonte: UOL

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Isael Barros