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Covid-19: hospital de Israel instala leitos no estacionamento

Por Elaine Araújo em 24/09/2020 às 13:03:17
Reprodução/ G1/ Técnicos montam unidade de tratamento no estacionamento de hospital libanês

Reprodução/ G1/ Técnicos montam unidade de tratamento no estacionamento de hospital libanês

Quem chega ao hospital de Haifa, em Israel, se depara com a realidade caótica proporcionada pela segunda onda da Covid-19 no país. Com todos os leitos ocupados, o estacionamento subterr√Ęneo do local foi transformado em uma nova "ala covid" de atendimento na qual centenas de leitos espa√ßos que antes era destinado aos carros.

Os registros mostram que o estacionamento foi construído em 2006, depois da guerra contra o Hezbollah liban√™s e servia de refúgio em caso de novos ataques.

O estabelecimento decidiu instalar centenas de leitos em seu estacionamento. Com m√°scaras cirúrgicas azuis e luvas de l√°tex, a equipe se dedica a instalar os equipamentos e os leitos nas vagas de estacionamento, delimitadas por painéis de concreto pintados de rosa, violeta ou verde.

Com a nova assola√ß√£o do coronavírus o diretor do hospital Rambam, Michael Halberthal, explica que decidiram usar "esta estrutura estratégica".

"É preciso encontrar solu√ß√Ķes, porque temos a obriga√ß√£o de proporcionar cuidados", afirma Halberthal, expressando sua "frustra√ß√£o" pelo fato de a popula√ß√£o n√£o respeitar as restri√ß√Ķes impostas para conter a propaga√ß√£o do vírus.

Na quarta-feira (23), o Ministério da Saúde registrou 6.808 novos casos de pessoas infectadas em um só dia.

"O sistema de saúde est√° em risco", afirmou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, para justificar o novo confinamento generalizado, que pode ser endurecido nos próximos dias.

Coronavírus: hospital de Israel saturado pela covid-19 instala leitos no estacionamento

Reprodu√ß√£o/ Terra/ Técnica em estacionamento que deu espa√ßo a ala de atendimento à Covid-19 em hospital Liban√™s

Para Khetam Hussein, responsável pelas doenças infecciosas no hospital Rambam, essas novas medidas foram aplicadas "tarde demais".

"Todos os hospitais est√£o lotados, alguns est√£o no limite de sua capacidade e n√£o aceitam mais pacientes", destaca Hussein.

O governo est√° enfrentando uma onda de críticas da oposi√ß√£o, da imprensa e também de profissionais da saúde, que denunciam uma desorganiza√ß√£o e uma grande falta de recursos nos últimos meses para antecipar os efeitos de uma segunda onda de contamina√ß√£o.

Embora o hospital Rambam tenha conseguido aumentar consideravelmente sua capacidade, est√° em falta de medicamentos e suprimentos médicos suficientes o que dificulta os atendimentos.


Editado por Elaine Araújo | Informa√ß√Ķes G1


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