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Exército pagou 167% mais caro por insumo da cloroquina; PGR investiga superfaturamento.

O TCU aver√≠gua a responsabilidade direta do Presidente da Rep√ļblica na determina√ß√£o para o incremento de produ√ß√£o de cloroquina.

Por Jorge Matos em 15/09/2020 às 21:01:27
Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

De acordo com dados revelados pela CNN Brasil, o laboratório do Exército Brasileiro comprou ao menos 2 lotes de insumos para fabricar a cloroquina, gastando quase o triplo do valor que foi cobrado 2 meses antes pela mesma empresa fornecedora.

O laboratório do Exército Brasileiro, respons√°vel pela produ√ß√£o de cloroquina no país, n√£o teria contestado o valor 167% mais caro pelos lotes de insumo da cloroquina, que representou um total de R$ 782,4 mil aos cofres públicos.

O laboratório só se manifestou pedindo explica√ß√Ķes à empresa após o Tribunal de Contas da Uni√£o (TCU) ter aberto uma investiga√ß√£o sobre possível superfaturamento nos contratos de compra dos insumos. A compra j√° havia sido efetuada.

De acordo com a publica√ß√£o, o grupo Sul Minas, respons√°vel pelo fornecimento dos insumos, teria alegado que o laboratório fabricante do produto (IPCA) aumentou seu pre√ßo em 300% em mar√ßo de 2020 e em 600% em abril.

Em agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, apresentou uma denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a responsabiliza√ß√£o dos ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, e da Defesa, Fernando Azevedo, pela compra dos insumos e fabrica√ß√£o da coloroquina.

De acordo com a denúncia, "o governo federal est√° em verdadeira campanha para a utiliza√ß√£o de um medicamento ineficiente, o que torna a conduta dos representados ainda mais reprov√°vel".

J√° a investiga√ß√£o do Tribunal de Contas da Uni√£o (TCU), encaminhada pelo subprocurador-geral do Ministério Público de Contas da Uni√£o (MPU), Lucas Rocha Furtado, apura a "ocorr√™ncia de possível superfaturamento na compra de insumo pelo Comando do Exército para a fabrica√ß√£o do medicamento cloroquina sem que haja comprova√ß√£o médica ou científica de que o medicamento seja útil para o tratamento da COVID-19".

De acordo com o subprocurador, o TCU também averígua a "responsabilidade direta do Presidente da República na orienta√ß√£o e determina√ß√£o para o incremento dessa produ√ß√£o".

Fonte: Redaçã com informe da CNN Brasil

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